segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Textos meus!

Comecei a me buscar num passado que eu não conheço, numa vida que não vivi e que morro de saudade de viver. Talvez nesse passado tão inexistente eu tenha encontrado algo que me fez ter saudade.
E conforme fui conhecendo essas leituras peguei emprestado alguns novos olhos de ser. E me enxerguei de varias cores diferentes. Não li estes textos, eu os reconheci. De alguma forma eles fazem parte de mim. Completaram algum vazio que continua num vácuo completo pelo nada.
Da mesma maneira que pude perceber que os textos viviam numa áurea ausente nos dias. Então, lê-los me fez viver em momentos inexistentes...
Obras de arte, aparadas pelo tempo por serem sublimes nas suas experiências transcendentais, varrendo o mundo dos sentimentos alheios. Escorriam nelas vidas, não minhas, vidas nossas.
Minha vida aos poucos se torna sublime. Talvez eu sempre entendesse o perigo de viver. Sublime pode ser meu ser, minha alma, meus desejos, meus medos. Tão atraente quanto um abismo, tão linear quanto o oceano. Tão gigante quanto os meus suspiros de tédio.
Essas obras foram além de um estudo para uma matéria na universidade, foram belíssimos degraus esculpidos em diamantes cintilantes encontrados nos meus textos nunca escritos e lidos por mim.
Cada obra dessa me pertence como se fosse tudo que tenho na vida, tudo que possuo no além-homem. Eu fui mais que escritora, fui leitora viva e real. Sou a obra em cada pontuação. Vivo a obra em cada encarnação de dor.
E me torno romântica na minha alegria de ser mais que sou, ser mais que era, ser mais que serei. Meu romantismo me permite perfeição. E me torno exemplo de algo que não existe não pode existir e que ainda sim sou eu. Tão viva e quente como um feto.
E é aí que vivo meus dias pós leitura, é aí que mora minha alegria constante. Minha busca gritante pelo nunca visto! Como é bom procurar, como dói não viver! E como pode machucar fechar os olhos.
Mil facas entraram em mim! Os poemas! Eu li! Como pude ser tão cruel comigo. Me odiaria cem vezes a mais. Minha alma se tornou pequena. E não pude guardar nada além de tudo que tive.

Juliana Sanches.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Verdade

Dizem que finjo
ou minto
tudo que sinto

Mentira!

Mentir por amor,
Mentir pra casar,
Mentir pra descasar,
Mentir por prazer,
Mentir por sofrer,
Mentir por amor,
Mentir por desamor.

E viva o amor
- que se alimenta
do mentir
e padece por prazer -

Dizem que a poesia é incomunicável,
incomunicável é todo o meu ser.

Thamires Gonçalves