segunda-feira, 20 de dezembro de 2010


Busquei no ar palavras que sustentassem o meu ser

não as encontrei e findo o temor

veio a esperança: jamais as encontrarei.


Enquanto ando pela chuva

sinto as lâminas que cortam a alma,

sou apenas parte do que desejo crescer.


Movimentos cercam os membros, iludem teus olhos

e me fazem bela, exótica no desejo...

Não serei a borboleta que voa visto que o peso do amor é insustentável.


Natasha Barbosa
( quadro "Bonjour tristesse" do Martin Eder)

Um comentário:

  1. Muito bom, um pouco subjetivo para meus olhos destreinados pra tais metáforas. Consegui perceber bem a idéia da borboleta como uma metáfora de fraqueza as interpéres, como a chuva/amor, como insustentável. Fraqueza desse ser perante o amor, q é muito maior q ele.

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