quinta-feira, 31 de março de 2011

II

Não há gosto de vitória porque não era uma disputa, nem tenho passos que nos liguem.

Continuo correndo em (corre)dores sem ver você.

Temo os sons que poderiam me expor.

Palpitações.

E fico apavorada com os brancos do círculo dourado.


Contudo, ao mesmo tempo há risos na alegria cúmplice,

Acho que nenhuma amiga me deixaria só,

Dadas, as mãos são mais do que força física.

Não é por maldade que mantenho o olhar erguido, continuo visando a alegria.

Mesmo com a culpa que segura e puxa minha face,

Mantenho fundo a pureza e a certeza que tudo foi como deveria ser.


Deveríamos amar? Deveríamos perdoar?

Quem ousaria questionar o ajoelhar devotado?

Diferente do dever, os poucos foram sonhados, esperados e extasiados.

Poucos foram tão...!


Comigo, só carrego a ti.


Natasha Barbosa

segunda-feira, 28 de março de 2011

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ESCONDIDO DO AMOR PASSADO

I



A covardia é simples e anda por aí

Ela é risonha, robusta e mesmo querida por todos nós.

Sem perceber gostamos da sua voz de promessas fáceis

E já conscientes apreciamos seus olhos e acalentamos seus abraços.

Quem nunca riu e sentiu a proteção do silêncio?

Qual o peso da ausência de ação?

Sem mágoas, sem hesitar e considerar vamos machucando, vamos ultrapassando.


A covardia anda por aqui,

Há rastros de espanto, lágrimas, sensações mortas carregadas por espectros de esperança.


Do dia anunciado entre cores e flores, apenas ela amanheceu.

Quem é um rato?


Natasha Barbosa