quinta-feira, 31 de março de 2011

II

Não há gosto de vitória porque não era uma disputa, nem tenho passos que nos liguem.

Continuo correndo em (corre)dores sem ver você.

Temo os sons que poderiam me expor.

Palpitações.

E fico apavorada com os brancos do círculo dourado.


Contudo, ao mesmo tempo há risos na alegria cúmplice,

Acho que nenhuma amiga me deixaria só,

Dadas, as mãos são mais do que força física.

Não é por maldade que mantenho o olhar erguido, continuo visando a alegria.

Mesmo com a culpa que segura e puxa minha face,

Mantenho fundo a pureza e a certeza que tudo foi como deveria ser.


Deveríamos amar? Deveríamos perdoar?

Quem ousaria questionar o ajoelhar devotado?

Diferente do dever, os poucos foram sonhados, esperados e extasiados.

Poucos foram tão...!


Comigo, só carrego a ti.


Natasha Barbosa

Um comentário:

  1. Natasha,

    será que a gente consegue ser humilde o bastante para dar o braço a torcer, para saber que perdemos justamente naquilo que mais queríamos ganhar?

    É uma pergunta que eu me faço hoje, e sinceramente não sei responder. Carrego outra em mim, mas tenho dificuldade de admitir que foi como deveria ser.

    Enfim...


    até...

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