Bom dia com açúcar e sem afeto
De manhã eu levantei, fiz café e lavei a louça
Hoje eu acordei e não voltei a dormir
Não por tristeza penso no sono, no frio da chuva e na paz dos sonhos esquecidos
Ando e considero cada levantar uma celebração, hoje eu levantei e andei
Como não pensar em voltar?
Tentei me sabotar com alegres ilusões de perfídia
Sentada e sentindo o Sol aquecer meus dedos
Penso que sou construída de sonhos e pele, sou leve
Não é só por beber o café ou escrever ou ler com prazer
Não somente pela força que se faz luta e pelos ferimentos que cantam vitória
É que todo dia luto para lembrar, para esperar, para aceitar e não gritar
São batalhas de esperança de vida
Caminhos que desabam aos movimentos de paixão
Não espero erguer firmezas, apenas levanto e ando
Somos justamente quem não queríamos ser
Conheço aquelas que me adotaram, vestiram e criaram
Tanto digo conhecer que anseio as horas, as falas e as comidas que nos unem
Em nossas conversas, a pressa se transforma no infinito de ouvir e ser espelhado
Quem não quer enxergar? Quem não quis?
Veriam meus olhos vazios, haveria vermelhidão e cansaço
Mas hoje eu acordei: não foi luta, é vida.
Natasha Barbosa
lindo amiga
ResponderExcluirNatasha,
ResponderExcluirem cada ato ínfimo da vida a sublimidade nos espreita. Somos fantoches de um teatro celeste, encenando uma peça que não conhecemos, para a diversão de alguém que nos espreita do escuro.
Mas de alguma forma estranha sabemos que alguém nos olha, e que devemos encenar, apesar de tudo. Sentindo a iminência de algo que talvez nunca virá...
Beijão...