domingo, 29 de maio de 2011

boêmiaaaa....



Lembro das tardes na Lavradio: entardecer nas calçadas, mesas de risos e cores

Ando pelas calçadas apinhadas, esbarro em vestidos alegres e nas bermudas descontraídas

Paraíso? Parada inútil? Todos que ali estão sabem do muito e do pouco que se ganha

Apenas não sabem do pouco e do muito que se perde.


Com licença, amor, porque hoje não é Carnaval e a sem máscara eu sou feliz!


Natasha Barbosa

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ESPÓLIO


Tenho medo de dormir e encontrar você
Sempre desperto, passos e sorrisos à frente
Sorrateiro e belicoso ao me perseguir
Manchas no meu lugar predileto

Fora muitas as mentiras em que me envolvi
Continuo tendo pavor das verdades, sou covarde
Porém, ah, porém, ouvi que era bela e audaz
Ironia? As mãos dadas são crueldade, andam por lá
Não me esconderei, não gritarei e até fingirei algum respeito

Foram muitas as madrugadas em que não dormi
E são vastas as manhãs ensolaradas, quentes, tranquilas... E sem você.


Natasha Barbosa

segunda-feira, 23 de maio de 2011

DAS ENTRANHAS SUPERFICIAIS

Paixão, amor...

Creio em páginas de perfumes antigos e novos

Busco conteúdos puros e devassos

Letras que avassalam meus órgãos

Trocam as veias de lugar alterando os percursos

Gerando lágrimas e outras unidades.

Paixão, amor...

Tudo que impulsiona minha respiração

E o nada que me inclina aos outros

Fui dada a uma ilusão viva, pequena, feliz

Tão normal a minha ilusão que parecia real.

Paixão, amor...

Sou força a seguir versos, contos,

Olhos de força, de vida, muito luminosos

Sou o pincel a me colorir no ar da esperança

Sou aquela que não nega o passado,

Mas que a cada dia vindo o desconhece.


Por Natasha Barbosa