segunda-feira, 3 de outubro de 2011

(da fase dark)

Ultimamente tenho mantido meu verbo em silêncio,

Antes eu, que era tão soberba em criar,

Agora só penso na gula de receber

Tenho o olhar vago por vontade,

Fixar e perceber as cores é sentir o coração em movimento...

Hoje, ontem e alguns outros muitos dias atrás,

O meu pulso ficou em silencio.

Desconfio que eles fizeram um acordo pela minha sobrevivência

Quando tudo desabou não havia ar

Nem sentido que bombeasse o sangue,

Assim, como lamentar o fim da poesia?


Natasha Barbosa