Ultimamente tenho mantido meu verbo em silêncio,
Antes eu, que era tão soberba em criar,
Agora só penso na gula de receber
Tenho o olhar vago por vontade,
Fixar e perceber as cores é sentir o coração em movimento...
Hoje, ontem e alguns outros muitos dias atrás,
O meu pulso ficou em silencio.
Desconfio que eles fizeram um acordo pela minha sobrevivência
Quando tudo desabou não havia ar
Nem sentido que bombeasse o sangue,
Assim, como lamentar o fim da poesia?
Natasha Barbosa
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